A história de todos nós

Nasceu, envelheceu, adoeceu e morreu. Essa é a história de Maria, de José, de Maomé, de Faria; de todas as mulheres e todos os homens, de tudo o que já viveu.

A vida é uma lição de impermanência. Contemplá-la é o princípio da sabedoria.

Todos nós já perdemos alguém, já perdemos algo. Perdemos nossos pais, nossos amigos, aquelas cartas que muito falaram ao nosso coração, um brinquedo que marcou nossa infância. Não perdemos só bens, perdemos pessoas, perdemos histórias.

Muitos já disseram que a vida é feita de histórias. Mas o que fazer quando uma história se esvai, se apaga? A única coisa que fazemos ao perceber que uma lembrança foi extinta, ao perceber que algo tão importante deixou de existir, é deixar as lágrimas descerem.

Mas a lágrima, aquela mais profunda — profundo é aquilo que ninguém vê — ela logo se apagará. Evaporará com o calor do sol e desaparecerá com a decomposição do corpo.

O que fazer quando a consequência do desaparecer da memória desaparece?

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