A revelação reversa de Daniel

Daniel era um jovem sequestrado de Judá para a Babilônia com o fim de servir no palácio do rei. Lá ele aprendeu, junto com alguns compatriotas, a língua e a literatura dos babilônios.

E no primeiro ano de Belsazar, rei da Babilônia, Daniel teve um sonho, e certas visões passaram por sua mente, enquanto ele estava deitado em sua cama.

Ele escreveu o resumo de seu sonho, dizendo: “Na minha visão à noite, eu vi Israel sendo escravizado pelo Faraó. Israel era chicoteado, passava fome e frio e era obrigado a fazer o trabalho mais pesado do Egito.

Um trono branco foi colocado diante do Faraó e de Israel, e um ancião se assentou. Sua veste era branca como a neve; o cabelo era branco como a lã. O tribunal iniciou o julgamento, e livros foram abertos.

Continuei a observar por causa das palavras arrogantes que o Faraó dizia. Fiquei olhando até que Israel foi liberto de suas algemas, e elas foram destruídas e atiradas ao fogo.

O ancião deu seu veredito: ‘Minha justiça pende sempre em defesa do oprimido. Do explorador tudo será tirado, para que a opressão desapareça da face da terra.’

Minha visão ficou turva por um momento e então pude ver, com veloz clareza, toda a história de Israel dali em diante. Vi também a Babilônia sitiando Judá, me vi sendo escolhido para servir no palácio do rei e me vi na cama enquanto sonhava.

Esse é o fim da visão. Eu, Daniel, fiquei aterrorizado por causa de meus pensamentos, e meu rosto empalideceu, mas guardei essas coisas comigo.”

Segundo consta, depois de receber a primeira e última revelação reversa da história, Daniel se juntou com seus amigos, Hananias, Misael e Azarias, para cultuar o Deus de Israel.

Durante o culto, Daniel entrou em êxtase e viu a Babilônia e Israel diante do trono branco, no qual o veredito do ancião fora repetido. Aquelas palavras ecoaram em seus ouvidos e se repetem em todos os tempos e lugares.

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