A utopia é aqui

Desbravadora vivia insatisfeita com a vida em sua terra. “Aqui não há nada profundo, nada de animador e nada de bonito para se admirar”, dizia. Ela estava certa de que havia lugares mais felizes, belos e intrigantes no mundo.

Por isso, Desbravadora saiu do Brasil e foi para a América do Norte. Ficou entusiasmada com a tecnologia e o estilo, mas ela sentia que aquele não era o seu lugar.

De lá, partiu para a Europa. Animou-se com a arte e o pensamento europeu, mas novamente se frustrou. Ainda não encontrara o que estava buscando.

Decidiu visitar a Ásia. Ela se apaixonou pela tradição milenar daquele lugar. Porém ela logo se acostumou e o incômodo buraco no peito permanecia.

Viajou mais uma vez, indo desta vez para a África. As histórias e a simplicidade daquele povo a encantaram, mas ela ainda sentia um vazio dentro de si.

Em nenhum desses lugares, Desbravadora encontrou o que buscava.

Insatisfeita e com grandes dúvidas, Desbravadora voltou ao Brasil. Ao chegar, passou a olhar diferentemente seu próprio povo e terra. Encontrou neles uma instigante cultura e bela paisagem. Ela percebera que o problema não era o lugar, mas o ponto de vista: ela mesma.

No meio do que era conhecido, Desbravadora passou a ver o desconhecido. Lugares comuns lhe abriram infinitos horizontes de possibilidades.

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