Aquilo que busco

A confusão da estética com a riqueza transformou a obra de arte em objeto de mercadoria e nos fez pensar que a beleza estava na ostentação e no esplendor.

(Jaci Maraschin, A Estética dos Pobres)

Aquilo que busco não pode ser encontrado em blogues, livros e redes sociais. Não é um estilo de vida passível de ser copiado ou comprado.

Eu almejo o Sagrado. E como este é disforme, vivo na incompletude, buscando palavras e histórias que possam, talvez, apontar para ele.

Não tenho o que dizer. Busco a arte e o silêncio, que tornam a vida tão profunda quanto um abraço apertado. Ando descalço, em busca de uma religação com a terra.

Estou cansado, física e existencialmente. Busco refúgio, consolo. Sou miserável e sei que o pão do qual tenho fome não pode ser comprado.

Me conforto sabendo que não há resposta. Talvez até haja, mas ninguém saiba a pergunta.

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