Deserto Espiritual

Passado o entusiasmo inicial, a caminhada espiritual apresenta-nos uma crise. Percebemos que a jornada não é tão fácil como imaginávamos. Percebemo-nos irritados e sem vontade de exercitarmos a oração, a solitude e a comunhão.

Contudo, isso não acontece apenas conosco. Aconteceu também com Jesus. Em Lucas 4,1-13 (e textos paralelos), lemos que o Espírito Santo levou Jesus ao deserto para ser tentado a separar-se de sua vocação, permanecendo em sua zona de conforto.

No deserto somos obrigados a encarar aquilo que tememos mais profundamente, a olhar nos olhos aquilo que sempre esteve presente, mas continuamente ignoramos. Sentimos vontade de desistir e voltar a levar a vida como levávamos antes.

Para vencer essa tentação, o mais importante é perseverar. Apesar dos desânimos do cotidiano, nossa rotina de solitude e silêncio deve ser mantida.

Vencida essa tentação, aprendemos a aceitar as ambiguidades e a complexidade da vida. Vemos que a distinção entre certo e errado não é tão óbvia, mas orientamos todas as nossas ações pelo amor.

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